Márcio Jerry: “foi uma vitória histórica do povo”

Jornal Pequeno

marciojerryO jornalista Márcio Jerry, 47, é militante de esquerda desde a adolescência, período em que conheceu Flávio Dino nas lutas estudantis em defesa da democracia. Os dois militaram juntos no movimento estudantil, no PT e PCdoB.

Como presidente estadual do PCdoB Maranhão, Jerry integrou a coordenação da campanha vitoriosa de Flávio Dino. Tinha desempenhado o mesmo papel nas disputas de 2008 e 2010, processos eleitorais que pavimentaram o caminho para a vitória no último domingo.

Ele falou ao JP na quinta-feira, 9, antes de ter o nome anunciado por Flávio Dino como próximo Secretário de Articulação Política e Assuntos Federativos.

 

Como resumir essa jornada, essa grande vitória?

Márcio Jerry – De fato uma grande vitória, de dimensão histórica. Foi uma vitória sobretudo construída pelo povo maranhense, que ano a ano vem demonstrando sua insatisfação com esse sistema oligárquico que empobreceu o Maranhão, estado com grande potencial de desenvolvimento com justiça social. E uma vitória também da grande capacidade de liderança do Flávio Dino, que teve individualmente um papel muito grande, decisivo.

 

E qual o balanço da campanha, de todo esse percurso até a eleição no último domingo?

Márcio Jerry – Foi um processo bem planejado, bem costurado para que tivéssemos uma aliança ampla. Conseguimos o feito inédito de unir a oposição, de ter no mesmo palanque as principais lideranças estaduais desse campo. E fizemos da rua, do contato direto com a população, do diálogo permanente, o principal instrumento para conquistar o apoio da imensa maioria do nosso povo.

 

Mas na campanha em si, nesse período de julho até domingo ?

Márcio Jerry – Mantivemos nosso propósito, fazendo campanha mobilizadora e propositiva. E resistimos a uma campanha de baixíssimo nível, estruturada num discurso anticomunista insano, em golpes baixos, em baixaria como nunca se viu. Mas o povo mostrou que não dá ouvidos às baixarias e fez do Flávio Dino um governador eleito em primeiro turno com esmagadora maioria.

 

O senhor e o Flávio Dino são de uma geração forjada no movimento estudantil dos anos 80. Podemos simbolicamente dizer que “o movimento estudantil venceu”?

Márcio Jerry – Sim, é uma lembrança muito importante essa. De fato há um percurso histórico de uma geração, de militantes de esquerda, de militantes dos movimentos sociais, enfim, de pessoas que, como gosta de frisar o Flávio, caminharam sempre pela margem esquerda da vida, com coerência política e ideológica. E que se somaram a outras lideranças importantes do estado, como o ex-governador Zé Reinaldo, o Humberto Coutinho, enfim, a muitos que se irmanaram no propósito de mudar o comando político do Maranhão. Muitos venceram simbolicamente: seu Sálvio(pai de Flávio Dino), Manoel da Conceição, nossos líderes políticos de outros momentos, Jackson Lago, enfim, é a vitória do campo democrático e popular do Maranhão.

 

 E agora, como encarar o desafio de governar um estado cheio de tantos problemas?

Márcio Jerry – Com muito entusiasmo, com vigor e energia. Temos um líder muito preparado, que é o Flávio Dino. Não tenho dúvida de que ele marcará muito fortemente a presença dele no comando do estado. Flávio tem uma responsabilidade imensa, está preparadíssimo para a missão. Estamos felizes com a conquista, mas sobretudo entusiasmados com as possibilidades que se abrem para mudar radicalmente o Maranhão, assegurando oportunidades para todos e melhores condições de vida para nosso povo.

Prefeitura entrega unidade de saúde na Cidade Olímpica

Edivaldo eHelena Duailibe entregarão mais uma unidade de saúde reformada

Edivaldo eHelena Duailibe entregarão mais uma unidade de saúde reformada

A Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria de Saúde (Semus), entrega nesta terça-feira (14) a reforma da Unidade de Saúde Dr. Antônio Carlos Sousa dos Reis, na Cidade Olímpica I. A revitalização do prédio foi iniciada há três meses e o local teve toda a estrutura completamente recuperada, incluindo telhados e pisos.

Entre os espaços revitalizados a partir do trabalho estão as salas de consulta e setor administrativo, aquisição de novos equipamentos e pintura de todos os setores. Além disso, todos os banheiros foram recuperados. De acordo com a Semus, há pelo menos 10 anos a unidade não passava por uma reforma.

Com a conclusão dos trabalhos, serão oferecidos serviços de consulta médica, vacinação, entrega de medicamentos, nebulização, dentre outros. “Será mais uma etapa da importante ação de fortalecimento da atenção básica na capital maranhense, que está sendo implementada pelo prefeito Edivaldo”, destacou a titular da Semus, Helena Duailibe.

Além da Unidade de Saúde Dr. Antônio Carlos Sousa dos Reis, outras unidades já foram entregues revitalizadas recentemente para ampliar o atendimento à população, como a Unidade de Saúde da Família José de Ribamar Frazão Correa (Vila Nova República), Unidade de Saúde da Família Cohab-Anil IV e Unidade de Saúde da Família Turu II.

Equipe de Flávio Dino começa a discutir a transição de governo

ReuniãoO coordenador da equipe de transição designado por Flávio Dino, Marcelo Tavares, fez uma reunião preliminar na tarde desta segunda-feira (13/Out) com integrantes da coordenação de campanha. Durante o encontro foram discutidos os primeiros passos da transição entre o governo de Roseana Sarney e o governo Flávio Dino.

Estavam na reunião, Márcio Jerry (anunciado como secretário de Articulação Política e Assuntos Federativos), Ted Lago (escolhido para presidir a Empresa de Administração Portuária – Emap), além dos advogados Carlos Eduardo Lula e Rodrigo Lago e da jornalista Aline Louise.

Ainda esta semana Flávio Dino formalizará por ofício, a ser encaminhado à governadora Roseana Sarney, os nomes que irão compor a Equipe de Transição.

Ted Lago será o presidente da Emap

tedlagoMais um anúncio da composição de Governo foi feito por Flávio Dino nesta segunda (13). Para dirigir a Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), o governador eleito indicou o empresário Ted Lago – que possui destacada atuação internacional nos setores Empresarial e Social.

Com o intuito de ampliar a funcionalidade do Porto do Itaqui como vetor de desenvolvimento econômico e social do Estado e integrá-lo ao cenário mundial, Ted Lago assumirá o comando da Emap a partir de 1º de janeiro de 2015.

Ted é administrador de Empresas com pós-graduação em Planejamento e Finanças (PUC-RJ) e em Gestão e Processos Industriais na Deomens Schule (Munique – Alemanha), Ted Lago atua no ramo empresarial maranhense.

Através do Instituto de Cidadania Empresarial do Maranhão (do qual é um dos membros fundadores), tem forte participação na área de Desenvolvimento Econômico e Social com foco na melhoria da qualidade de vida no estado. Foi Presidente do Conselho Deliberativo do ICE-MA por 6 anos.

Ted é membro da Fundação Avina, instituição que reúne líderes destacados no trabalho pelo Desenvolvimento Sustentável e Responsabilidade Social da América Latina.

Confusão em estacionamento de Shopping ocorreu em Pernambuco

Por meio do Whatsapp, tem sido espalhado um vídeo de uma confusão dentro de um estacionamento de Shopping, como se este tivesse ocorrido no Rio Anil, em São Luís. Um homem atira o carro em cima de outro após bate boca.

Na verdade, a confusão ocorreu de fato no sábado, véspera do dia dos Crianças. Mas não foi em São Luís. A confusão foi no shopping RioMar, no Recife-PE. Quase o homem atropela duas pessoas.

Confira o vídeo da matéria de O Estado de Pernambuco:


 

 

Rodrigo Maia será o Procurador Geral do Estado

Rodrigo_Maia_SEMMAM_Foto_A.Baeta_37O governador eleito, Flávio Dino (PCdoB), anunciou mais um nome de sua equipe de governo. O procurador do estado, Rodrigo Maia, será o Procurador geral do estado no governo Flávio Dino.

Como fez no anúncio dos dois primeiros secretários, o próprio Flávio Dino anunciou o nome pelas redes sociais.

O anúncio causa mudança também na prefeitura de São Luís. Rodrigo ocupa atualmente a secretaria de Meio Ambiente do município.

Procurador do Estado do Maranhão há 10 anos, Rodrigo Maia tem carreira ligada à defesa da Advocacia Pública. Formado em Direito pela Universidade Federal do Maranhão e aprovado por concurso público em 2005, Maia seguiu carreira na Procuradoria do Estado e compôs, por dois mandatos, o Conselho Estadual da Ordem dos Advogados do Brasil.
É professor da Escola Superior de Advogacia na OAB-MA e foi vice-presidente da Comissão de Advocacia Pública da Ordem. É pós-graduado em Ciências Criminais (CEUMA) e pós-graduando em Direito Ambiental (UFPR). Compôs por três mandatos consecutivos o Conselho Estadual de Direitos Humanos.

Castelo passa susto e não participa das atividades de campanha de Aécio

Castelo ainda participou de evento em Imperatriz na sexta-feira

Castelo ainda participou de evento em Imperatriz na sexta-feira

O deputado federal eleito, João Castelo (PSDB) ficou com a atenção redobrada para a saúde neste final de semana e não participou das atividades de campanha de Aécio Neves em São Luís. Aliados de Aécio promoveram uma caminhada da Avenida Litorânea neste domingo (12).

No sábado, o ex-governador, que é diabético, teve que ir tomar soro em um hospital de São Luís em virtude da alteração de suas taxas de glicose. No domingo, ele teve que ir novamente ao hospital tomar outras medicações para controlar melhor as taxas. Castelo não chegou a ficar internado.

Mas os médicos recomendaram repouso e atenção estes dias. Assim, Castelo ficou de fora das atividades pró-Aécio.

Na sexta-feira (10), Castelo participou do  evento de abertura da campanha de Aécio no segundo turno, em Imperatriz.

Aliados de Dilma e Aécio no Maranhão se articulam

Articulação do comitê pró-Dilma no Maranhão

Articulação do comitê pró-Dilma no Maranhão

Os palanques da eleição estadual estão totalmente desmontados. Sarneystas e Dinistas se misturaram para defender seus candidatos a presidente da República. Tanto Dilma Rousseff quanto Aécio Neves contam com apoios dos dois grupos políticos no Maranhão. Agora a articulação está por conta desses grupos.

Nos aliados de Dilma se encontram legendas oposicionistas como PCdoB, PDT e PP. Mas também possuem o apoio de PMDB, que não tem demonstrado muito interesse no segundo turno. Apenas o candidato a senador Gastão Vieira se mostrou mais interessado. Já o PT, sempre dividido no Maranhão, uniu Resistência e sarnopetistas em prol da reeleição de Dilma. Entre as deliberações da campanha pró-Dilma, ficou definida para a próxima segunda-feira (13), 19h, no comitê da Beira Mar, a realização da plenária da campanha em São Luís com a participação de movimentos sociais e militantes.

Comitê de Aécio no Maranhão também prepara ofensiva

Comitê de Aécio no Maranhão também prepara ofensiva

Na terça-feira (14), a agenda continua e deputados federais e estaduais com mandato e eleitos no último domingo, farão ato político anunciando a “Caravana Dilma 13 pelo Maranhão”, em que será disponibilizada a agenda de campanha para todas as regiões do estado. Já na capital, estão previstas atividades que incluem panfletagem na Praça Deodoro na próxima terça-feira (14); caminhada na Rua Grande na sexta (17) e carreata dia 23, quinta-feira.

O grupo que apoio Aécio Neves tem maioria oposicionista. Encabeçado pelo PSDB, o comitê de campanha conta com PSB, SD e PPS. Mas também conta com o aliado tradicional do grupo Sarney DEM e até filiados do PMDB, como Helio Soares.

 

Os aliados do candidato tucano já promoveram primeiro ato de campanha em Imperatriz. Mas o lançamento oficial da campanha de Aécio Neves, no Maranhão, acontecerá na próxima quarta-feira (15), às 15h, no Rio Poty Hotel, na Ponta d’Areia.

Flávio Dino agradece orações e empenho de evangélicos na Assembleia de Deus

Para agradecer as orações e o apoio das lideranças evangélicas que se mobilizaram durante a campanha eleitoral, Flávio Dino esteve na noite deste sábado (11/10) no culto em Ação de Graças pela aquisição do terreno do Projeto Igreja Centenária da Assembleia de Deus de São Luís.

 

Flávio Dino culto em Ação de Graças AssembleiaJunto a milhares de fiéis, Flávio Dino expressou gratidão e reafirmou seus propósitos de implantar um novo modelo na política no Estado, de modo a garantir melhor qualidade de vida ao povo maranhense e a superação dos índices sociais.

 

“Quero fazer um agradecimento especial aos irmãos da Assembleia de Deus por todas as orações dedicadas a nossa campanha e reforçar nosso compromisso para garantir que haja plenitude de direitos”, disse Flávio Dino, eleito governador do Maranhão no último domingo (05).

 

Liderados pelo pastor José Guimarães Coutinho, presidente da Assembleia de Deus em São Luís, os fiéis e lideranças religiosas que estavam na celebração receberam calorosamente ao eleito governador do Maranhão, Flávio Dino, e ao prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior.

 

“Sou Cristão, voto Flávio Dino”

 

Ao fazer seu agradecimento, Flávio Dino lembrou do empenho dos evangélicos ao longo da campanha. “Sou Cristão, voto Flávio Dino”, foi a campanha criada por eles para mobilizar fiéis e lideranças de diversas denominações do Estado em prol das candidaturas da Coligação Todos pelo Maranhão.

 

Reconhecendo o esforço conjunto e a participação das lideranças evangélicas na conquista, ele adirmou: “Estou aqui sobretudo em atitude de oração e agradecimento e garanto a vocês que a partir de 1º de janeiro teremos um governador humano e justo”.

 

Propósito e Serviço

 

Flávio Dino também reafirmou sua postura de serviço ao povo do Maranhão. Fazendo referência aos ensinamentos de Cristo de ajuda ao próximo, ele assegurou “minha decisão de entrar para a política foi com o espírito de quem deseja servir e é assim que será o governador do Maranhão a partir de 1º de janeiro”.

 

Solidariedade e Vida

 

Entre os compromissos firmados com o povo do Maranhão, por meio do Programa de Governo, Flávio Dino assegurou a implantação da proposta “Rede de Solidariedade” que significará um esforço conjunto do Estado com as Igrejas para atender a dependentes químicos de famílias carentes do Maranhão. Para ele, este compromisso, e todos os outros que compõem o seu Programa de Governo serão aplicados, “faremos um governo de dedicação à plenitude e igualdade de direitos”.

Edinho atribui derrota a caso Petrobrás, falta de convênios e desejo de mudança

edinhoEm entrevista ao jornal O Imparcial, o suplente de senador Edinho Lobão (PMDB) falou de sua trajetória na campanha eleitoral de 2014. Após a derrota, admitiu que o escândalo da Petrobrás, a falta de convênios eleitoreiros para motivar os prefeitos e o forte desejo de mudança foram os principais fatores que determinaram sua derrota. Edinho também fala do seu futuro.

Confira a entrevista na íntegra:

O senhor acredita que a crise da Petrobras lhe atrapalhou, mas por qual motivo não acabou interferindo na votação da Dilma Rousseff?

Boa pergunta. Nós vínhamos numa crescente na campanha. Monitorávamos os números, principalmente em São Luís e em Imperatriz. Quando a saiu a pesquisa Ibope, no sábado estávamos a 10 pontos do nosso adversário, no mesmo dia eclodiram as denúncias em relação a Petrobras. Nos quatro dias seguintes, eu caí mais de 20 pontos em São Luís e em Imperatriz mais de 20, a diferença na capital chegou a ser de 4 pontos, antes da denúncia. Então aqui impactou demais minha eleição, principalmente nesses dois centros. O fato de ter sido o meu pai citado naquela delação e não a Dilma, impactou diretamente a minha candidatura e não a dela.

Existiram outros motivos para a sua derrota?

Depois disso vieram várias ocorrências, ônibus pegando fogo, o problema de Pedrinhas. Mas acredito que o que mais me atrapalhou foi a expectativa dos convênios que foram firmados com o governo e não foram cumpridas este ano. Tanto que surgiu o discurso de que não podia se empenhar na minha campanha, pois os recursos para as obras não estavam chegando e assim não teriam como defender o governo e a minha candidatura que estava vinculada. Aí você soma tudo isso, ao desejo de mudança e chega ao resultado que foi apontado pelas urnas. Eu fiz uma campanha leonina, sem dinheiro, corajosa, em um estado que tinha um sentimento pró-Flávio Dino e eu andei cerca de 40 municípios por mês, totalizando 160.

O senhor poderia então afirmar que faltou empenho da governadora na sua candidatura? Faltou ajuda dela?

Não posso dizer isso. O que posso dizer é que ela enfrentou problemas muito grandes em seu governo, o que lhe impediu de estar comigo na campanha. Ela foi comigo em três comícios. Eu fiz uma campanha sozinho.

E mesmo fazendo sozinho, o senhor acredita que saiu derrotado?

Eu não saí derrotado, eu tive quase 1 milhão de votos. Dentro dessas condições que já lhe apresentei, acredito que esses votos são meus e não do governo, que foram depositados em minha confiança, por conta do meu trabalho. Agora ninguém mais pode dizer que eu sou um senador sem votos.

Esses quase um milhão de votos lhe credenciam para ser a liderança desse grupo. O senhor deseja ocupar esse posto?

Eu agora tenho que voltar pra minha casa. Eu agora vou refazer a minha vida. Eu não quero pensar em política agora. É claro que não posso abandonar as amizades e compromissos que fiz. Vou permanecer como cidadão, mantendo acesa essa chama da amizade construída ao longo desse caminho. Mas eu não tenho mais nem vontade de permanecer no Senado. Por mim, quero que meu pai volte a ocupar sua vaga e eu retome meus negócios. Então não tem essa visão de permanecer como oposição no Senado. Então deixa o quadro político se estabilizar para eu pensar melhor.

Daqui dois anos teremos eleição para prefeito. Sua votação dentro de São Luís foi expressiva. O senhor se considera credenciado para entrar nessa disputa?

Jamais.

Qual o motivo do desinteresse nesse cargo?

Deixa eu lhe explicar. Eu não escolhi esse caminho para mim. Do fundo da minha alma lhe digo com toda sinceridade, se eu não tivesse naquele hospital, naquele quarto, naquele estado de saúde, se não tivesse um conjunto de coisas, eu jamais teria sido candidato. Não é por conta da dificuldade, mas é por não entender que isso era pra mim. Aceitei, pois entendi como um chamado de Deus. Aí você pode me perguntar, se eu me arrependo, eu digo com toda clareza, não me arrependo. Agora também não posso negar a você, que ter andado pelo interior do meu estado como candidato majoritário, mexeu comigo. Ver as pessoas, as crianças, abraçando e chorando. Mulheres e homens. Essa experiência muda a gente e me mudou. Eu tinha um propósito de mudar o Maranhão de verdade. Mas essa não foi a vontade do povo e nem de Deus. Então vou fazer o que eu puder para ajudar. Agora eu me candidatar a prefeito não há menor hipótese.

O senhor acha que se tivesse descolado da família Sarney, teria uma votação melhor?

Só teria uma forma disso acontecer, se eu brigasse com Roseana. E eu não iria brigar com a governadora para me favorecer, afinal seria uma falta de caráter enorme. Existiam limites que eu não avançaria para me tornar governador. Me acusaram de forjar aquele vídeo. Eu jamais faria aquilo. Sobre hipótese nenhuma eu faria aquilo. Mesmo se prometessem a vitória, eu não faria. Eu saio dessa eleição com a consciência tranquila. Sai limpo dessa eleição. Não me comprometi com ninguém. A minha campanha foi pobre financeiramente, de apoios políticos dúbios e de 217 prefeitos, eu só tive de 10 a 15 me apoiando firmemente. Eu tive que sobreviver a isso tudo, mas foi meu destino e me rendo a ele.

O que o senhor tem a dizer aos seus aliados que lhe abandonaram na reta final?

Eu vou dizer: o povo há de julgar. Não me sinto no papel de juiz para avaliar o comportamento desses políticos. Eu fiquei chateado, mas cada um é livre para fazer suas escolhas. Ninguém tinha contrato comigo, o que existia era um sentimento de amizade e lealdade, se eles não foram assim comigo, paciência.

Analisando hoje a sua campanha. O senhor teria feito algo diferente, que poderia lhe levar a vitória?

Nesses últimos quatro meses, se não existissem esses fatos exógenos a campanha, o resultado poderia ser diferente. Mas os fatos ocorreram. Eu acho que o governo não me ajudou em nada. Historicamente o governo foi um parceiro do seu candidato, eu não tive essa parceria, pelo contrário, tive de vencer resistências. Tiver que vencer adversidades como convênios que não foram assinados, desgastes internos do governo, tudo acabou ficando nas minhas costas. Eu tive que andar com esse fardo e esse fardo se demonstrou pesado demais para alcançar a vitória.

E fica uma mágoa em relação à Roseana?

Não.

E em relação ao seu vice? Ele lhe abandonou também?

Negativo. Meu vice ocupou uma função extremamente estratégia. Eu lhe dei uma missão importante. Ele precisava manter o contato com a classe político em todo momento. Arnaldo Melo ficava aqui em São Luís, ligando para nossos aliados, segurando eles aqui. Ele foi responsável por segurar muitos aliados no nosso campo. Tanto que publicamente somente Hélio Soares, Marcos Caldas, Léo Cunha e Dr Pádua, declararam apoio ao Flávio Dino. Sei que os outros cruzaram os braços, mas Arnaldo foi o responsável por segurar muitos aliados.

Alguma coisa lhe deixou chateado nessa campanha?

Eu tive surpresas. Mas o que mais surpreendeu foi à postura do Edmar Cutrim. Eu jamais poderia imaginar que ele teria uma postura como ele teve. Logo por conta da relação que o Edmar tinha com a minha família. Aí podem dizer que a política é podre, mas não entendo dessa forma. A política é linda, mas ela tem seu lado ruim. Não é possível tirar o lado ruim. A postura do Edmar Cutrim não foi absurda, mas me chatou, foi uma grande decepção, fiquei pasmo.

Em relação ao PT. Houve a gravação do Lula, faltou a gravação da Dilma e a presença dos dois aqui no Maranhão. Fica uma mágoa com a Dilma?

A Dilma não gravou, não veio e também distribuiu material com o Flávio Dino. Eu acho que ela foi injusta comigo, mas também não guardo mágoas. O Lula foi fantástico comigo.

E qual vai ser a tua postura no segundo turno?

Eu costumo ter uma palavra só. Eu disse que apoiaria a Dilma até o fim e assim eu vou.

O Flávio era candidato a 4 anos e o senhor a 4 meses. Se o senhor tivesse tido o mesmo tempo, o senhor acredita que teria sido vitorioso?

Se eu tivesse mais controle sobre as ações do governo e se eu tivesse tido o tempo que o Luis Fernando teve, certamente o resultado teria sido diferente. O governo não me ajudou, pois tinha seus problemas, não por má vontade, mas por conta dos seus problemas. Eu não estou dizendo que o governo foi o culpado pela minha derrota. Mas se tivesse agido de forma diferente, o governo poderia ter me levado a vitória. Outro problema era a questão do tempo de governo, era antigo e mesmo assim não era ruim, mas o sentimento de mudança era muito grande.

Quais são seus planos para o futuro?

Cuidar da minha família. Agora quero nem pensar em política. Em 2016, tenho uma dívida de gratidão com alguns amigos e eu vou procurar ajuda-los. Eu penso organizar a minha vida, que está largada a muito tempo por conta do Senado e eu quero cuidar um pouco de mim. Já disse ao meu pai que nem quero ficar no Senado, quero voltar pra casa. Saio sem segundas palavras, saio como se tivesse tirado um fardo das minhas costas. Agora estou leve. Não sei qual tipo de perseguição vou sofrer. O que o governo adversário vai fazer comigo.